Um panorama da AFC South

Semana passada conversamos um pouco sobre a competição forte que há na NFC West, inclusive convido você a conferir o texto, se ainda não viu. Nessa semana vamos dar uma olhada na outra conferência. O alvo da vez é a AFC South, que não tem a mesma competição, pela liderança, mas há muita disputa na parte de cima e de baixo da tabela.

Um panorama da NFC West

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Vamos lá!

Houston Texans (3-7)

Se os Texans estivessem no brasileirão, estariam naquela faixa da marola da AFC South. Não seriam rebaixados, mas também estão longe de qualquer chance de título. Isso pode ser bastante frustrante para o torcedor, quando você tem um excelente jogador do naipe de Deshaun Watson como seu signal caller.

O que fazem de bom?

O ataque do time ainda contem bons nomes. O próprio QB já citado, tem um futuro brilhante a sua frente. Will Fuller, quando está saudável é uma excelente opção e Cobb, Cooks são armas complementares. A linha defensiva saudável, também irá dores de cabeça a seus adversários. Watt já não está no auge mais ainda é extremamente sólido, Mercillus de mesma forma e ainda contam com a juventude de Omenihu e Jacob Martin.

O que pode atrapalhar?

O time tem problemas para estabelecer um jogo corrido sólido. Ademais, até o momento não houve uma decisão firme sobre o futuro da franquia. Quando isso for realmente definido, o GM e HC terão que enfrentar um cenário de terra arrasada tal qual vemos em filmes de guerra. Escassez de draft capital e alguns contratos bem inflacionados para lidar. Apesar do record “digno” de uma franquia em rebuild esses problemas complicam prospectar um futuro muito melhor para franquia.

Indianapolis Colts (7-3)

Apesar do 7-3 a temporada tem tido muito mais emoção do que o record indica. O casamento do Philip Rivers com o time de Indiana, demorou mais que esperado. Não deixaram os Titans se firmarem como líderes e tem estado passo a passo com os rivais.

O que fazem de bom?

A linha ofensiva dos Colts é de dar inveja na maioria das franquias. Nelson vai ser um All-Pro ano sim, ano também, basicamente. Com essa proteção a sua frente, Rivers tem tempo para usar sua experiência e mesclar com peças jovens e experiente. TY Hilton, Pittman Jr, Doyle etc. O jogo corrido também é beneficiado com essa OL, Taylor agradece bastante e Hynes tem se destacado tanto recebendo passes como correndo com a bola.

Não é só o ataque que chama atenção. A defesa é uma das mais disciplinadas da liga, jogando muito bem taticamente em zona. O DC, consegue espremer o melhor do que cada um dos seus jogadores pode dar. Buckner foi uma excelente adição a esse time, bem como Houston, além de Autry que vem fazendo uma excelente temporada. Vou nem comentar sobre a dupla de LBs que se complementa bastante.

O que pode atrapalhar?

Como dito na abertura dos Colts o casamento de Rivers teve as suas tempestades até o momento. Um grande exemplo foi a semana 1 contra os Jaguars em que Rivers teve algumas decisões bem discutíveis. Perder a batalha dos turnovers não é nada bom. As armas de Rivers também tem tido problemas, Taylor ainda precisa ler melhor gaps, Hilton parece estar em certo declínio e Pittman já perdeu tempo nesse ano.

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Jacksonville Jaguars (1-9)

O time de Florida tem como seu objetivo a busca por pick alta no draft. A #1 está difícil de alcançar porque os Jets estão bem focados nesse projeto. Mas depois de se desfazer de basicamente todos os talentos que tinha a sua disposição, ninguém espera nada esse ano.

O que fazem de bom?

A esperança fica basicamente no futuro. O time tem duas primeiras, duas segundas, duas quartas, duas quintas e duas sétimas. Bala na agulha eles tem, e fizeram boas escolhas nos últimos anos de draft. Josh Allen, Jawaan Taylor, Henderson, Shenault Jr (uma das melhores picks), Chaisson, além de ainda ter achado no UDFA o Robinson.

O que pode atrapalhar?

Apesar da escolha de Minshew na sexta rodada ter sido boa o suficiente para se livrar do contrato de Foles, ele não vai ser o QB que vai levar a franquia a outro nível. Tendo uma escolha dentro do top-5 como é o projetado no momento, os Jaguars não podem pensar duas vezes e devem escolher o seu QB para o futuro. Não fazer isso pode resultar num preço muito caro a se pagar.

Tennessee Titans (7-3)

O time conseguiu uma virada no ano passado quando tirou Mariota do comando e chegou aos playoffs. Nesse ano, o time deve chegar novamente e os Titans são aquele time de Copa do Brasil, extremamente copeiro. Você não verá deles o futebol mais vistoso da liga, mas são competentes e raçudos tanto no ataque, como na defesa e sempre venderão caro uma derrota.

O que fazem de bom?

Essa fica bem fácil. Henry é um avatar de outro mundo, apesar da liga estar indo no caminho de mais passes, é com força no jogo terrestre que eles se destacam. Com o jogo corrido estabelecido, você consegue controlar o relógio, fundamental contra equipes fortes, cansa a defesa adversária e ainda abre espaço para o play action. Sempre haverá aquela discussão se é necessário correr em quantidade ou qualidade para o play action realmente entrar, particularmente sou adepto da primeira corrente.

Com a ameaça gigante do jogo corrido, o play action dá certa tranquilidade para Ryan Tannehill achar seus alvos. Brow tem se mostrado uma excelente escolha e Davis, finalmente tem aparecido no jogo aéreo também.

O que pode atrapalhar?

Sob pressão Tannehill pode ter bastantes problemas, principalmente com a ausência de Lewan na sua OL. Como eu disse antes, ele não vai ser o QB que você vai ver com 400 jardas e 5 TDs por jogo, mas ele vai rodar de forma competente seu esquema, mas precisa de condições para isso. Nos momentos em que o jogo corrido teve dificuldades, o QB ficou em apuros e normalmente foi onde eles deixaram os adversários conquistarem as vitórias.

Até lá!

Apaixonado pela NFL desde que viu Walter Jones em campo pelos Seahawks. Fundador do Blog do Seahawks Brasil em 2018, quando começou a se aprofundar realmente no esporte.

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