PROCESSAMENTO MENTAL – QB Mason Rudolph

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Uma das características fundamentais a um grande Quarterback sem dúvida é o seu processamento mental. Dele deriva a rapidez na tomada das decisões, bem como a capacidade de entender o que o adversário está fazendo (a famosa leitura da defesa) tomar a decisão correta na jogada. A capacidade de “scannear” o campo todo rapidamente, fazendo as progressões corretas é cada vez mais vital. Um QB com processamento mental lento, da mais chances ao jogador que está na cobertura se recuperar ou um pass rusher o derrubar. Um QB com processamento mental fraco tende a lançar interceptações. Nenhum dos dois cenários é agradável e por isso esse quesito vem cada vez mais sendo analisado minuciosamente.
Nesta coluna, vamos analisar o QB de Oklahoma State, Mason Rudolph. Senior, indo para sua terceira temporada como starter, Rudolph teve um desempenho consistente em 2016, com 28 TD’s e apenas 4 Interceptações.

Começamos com Rudolph mostrando concentração e fazendo as progressões corretas, sem desespero. Mesmo estando dentro de sua endzone, numa 3 para 13 (situação óbvia de passe), ele faz as progressões corretas. Começa lendo seu lado esquerdo, onde o WR e RB não conseguem separação. Volta para o meio do campo, onde tanto o WR quanto o slot da direita não conseguem uma janela confiável. Só então se volta para o a direita, onde o TE fez um rota flat e lança a bola. O TE quebra dois tackles e consegue o first down.
Caso Rudolph tivesse tomado uma decisão arriscada, poderia ter forçado um turnover, que ja deixaria o adversário no mínimo na redzone. Com o passe seguro no TE, o máximo que aconteceria seria seu time chutar um punt.

Novamente com as costas na parede e logo na primeira jogada do jogo, Mason faz uma boa leitura pré snap da defesa de Pittsburgh. Notando a proximidade dos safetys e sua preocupação com o jogo corrido, ele coloca 7 homens na proteção, com o TE e o RB. A cobertura fica clara: CBs com wideouts, o safety da direita com o slot, TE e RB responsabilidade, e o safety centralizado patrulhando o meio do campo, como um robber.
Com o play action, todos LBs avançam para scrimagge. O s slot faz uma rota cross no meio do campo e isso denota cobertura simples na lateral. Rudolph não titubeia e manda a bola para James Washington, numa rota deep perfeita, para um TD de 92 jardas.

Mas nem tudo são flores. Contra Baylor, perdendo por 9 pontos, com a bola na linha de 15 jardas do campo de ataque, 13 segundos no relógio e sem timeouts, tudo que Rudolph não podia fazer era desperdiçar tempo. Ele recebe o snap, faz as leituras no fundo do campo, não encontra ninguém livre e tenta estender a jogada. Sapateia dentro do pocket sem sentido, ate que sofre o sack e o jogo termina. O correto era após 2 a 3 segundos ter saído do pocket e jogado a bola fora para ter uma nova chance ou lançado para o RB que estava paralelo a sideline na linha de 10 jardas e poderia ter parado o relógio.

Na jogada seguinte, numa terceira descida longa, a defesa de Oklahoma mostra uma Tampa 2 clássica, com os safetys cuidando das laterais e o MLB bem recuando, cuidando do meio. Mason então manda a bola numa comeback route do slot no meio do campo, em cima da marca de first down. O único problema é o que o MLB estava ali o tempo todo. Por sorte, ele dropou a interceptação e o problema não tão grave.

Fica claro que Rudolph tem bons momentos e consegue fazer leituras inteligentes. Mas muitas vezes, principalmente sob pressão, ele se afoba e isso custa caro. O costume de segurar a bola em demasiado foi um dos responsáveis pelos 31 sacks sofridos na temporada passada. Veremos se ele evolui nesse quesito nesta temporada. Casos erros como esses continuem acontecendo seu valor no Draft diminuirá e sua passagem pela NFL pode ser bem rápida.

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